terça-feira, 25 de janeiro de 2011

História da Civilização Mesopotâmica


A Suméria foi uma das civilizações mais antiga, cuja capital era Babylon. Evidências arqueolícas datam por volta de 5000 a.C. Sabe-se que no final do período Neolítico, os povos sumérios vindo do Planalto do Irã, fixaram na Caldeia e criaram doze cidades-estados autônimas: Ur, Eridu, Lagash, Umma, Addab, kish, Shipar, Larak, Akshak, Nipur, Larsa e Bad-tibira.
As cidades-estados eram divididas por muralhas, tinha lei própria, proteção de um deus ou uma deusa era administrada por um rei-sacerdote.

Localização geográfica: sul da Mesopotâmia entre os Rios Tigres e Eufrates.

Artes: construções de zigurates (templos-torres) decorada de lápis-lazúli, conchas e madrepérola, fabricavam jóias do mais delicados trabalho em ouro e prata, escultura de bronze, cerâmicas, selos, gravuras nas paredes, trabalhavam muito bem com pedras e madeiras criando belíssimas artes. Criaram instrumentos para observar as estrelas nos céus e veículos com rodas, confeccionavam armas de guerra. Havia também grandes gênios literários, teológicos, na área da medicina natural, astrônomos e astrólogos.

Economia: pesca, agricultura, pecuária e artesanato. Na agricultura cultivam a cevada, a oliveira, a tâmara, a cebola, o alho-poró, lentilha, grão-de-bico, trigo, lentilha.
Prato principal de uma refeição eram pães sem fermento e azeite de oliva uma vez ao dia. Família mais próspera além do pão alimentava de frutas regionais, tâmara, lentilha, grão de bico, cevada, raízes e pescados. A carne vermelha era degustada apenas em cerimônia especial.
Plantavam e colhiam duas vezes no ano e armazenavam por um ano. Enquanto o Sol mantinha escondido o frio chegava de mansinho e tomavam conta da região. Sem a presença do Sol seria quase impossível a existência de vidas diversificadas na Terra. Todos os seres vivos precisam do ar, da água, da energia do Sol e uma terra para viver.
Animais de grande porte eram domesticados e usados nos trabalhos de transportes de cargas.
Os sumérios invocavam a Grande Deusa-Mãe Nammu, Inanna, a deusa da fertilidade, ao Enlil, o deus do Ar, Enki, o deus da chuva e da lagoa e ao deus Utu, o deus Sol para que enviar seu sorriso e o seu calor.

Sociedade: A sociedade assumia características matrilineares deixando clara a consanguinidade da mãe, estando este fator também ligado a adoração da Deusa-Mãe. A maternidade é a fonte de todas as sociedades humanas, exceto da Alta Sacerdotisa.
Desde a Idade Paleolítica cultuava a mulher, o feminino por ela ter o poder divino de gerar, dar vida e ser responsável pela continuação da espécie.
A mulher é intuitiva, consegue fazer diversas coisas diferentes ao mesmo tempo. A mulher consegue ver além da sua imaginação, tudo ela pode e consegue.
A civilização elamita é considerada uma das desenvolvidas da antiguidade e foi matriarcal. Khasi uma região que fica no noroeste da Índia faz parte de uma comunidade matriarcal. Entre os celtas  as mulheres possuíam o mesmo status social dos homens, recebiam treinamento para a guerra, dispunham de bens herdados da mesma maneira que lhe conviesse, não sofriam discriminação por separar do seu marido e se tornarem livres.
Os mossou, que habitam o sudoeste da China, são um dos poucos povos do mundo que vive em uma comunidade matriarcal.
As mulheres têm relações conjugais estáveis, tem poderes e privilégios.
Essa comunidade com cerca de 30.000 habitantes, cercado de montanhas, florestas e lindas praias está situado próximo o lago Lugu entre as províncias de Sichuan e Yunnan.
Existem comunidades matriarcais no reino animal irracional reconhecido e respeitado pelos machos como as abelhas, formigas-brancas (cupim), elefantes, baleia assassina etc.
  
Vênus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf

Lenda: Por volta de 35 milhões de anos houve colisão de dois corpos celestes. Partes dos destroços caíram neste planeta e outra parte caiu no décimo segundo planeta consagrado pelo nome Nibiru a morada dos deuses gigantes. Nibiru corria risco de ser destruído um grande grupo de humanoides refugiram para o planeta Terra dando origem a uma nova raça. Os sumérios acreditam que a Terra teve origem extraterrestre.
Eles acreditavam que Edin eram morada dos justos, que Eanna era a morada dos céus. Que os sacerdotes Baru era responsável de fazer previsões, identificar e conhecer as estrelas-dos-céus. As kadisteus moravam no gisppar, local sagrado com regalias e luxos. As sacerdotisas que tinham filhos, mas não tinham maridos eram consideradas virgens.
Eles também estavam conscientes através dos mitos da Criação de que a humanidade havia sido criada para continuar os trabalhos da existência para os deuses e deusas, e, portanto tinham fé na ordem cósmica, cujos desígnios lhe eram também insondáveis, mas que guiavam toda criação.

Crença e religiosidade: Os sumérios invocavam diversos deuses antropomórficos representando presença e força no mundo material.
Os deuses eram a principal fonte mediadora entre o sumo sacerdote, os sacerdotes e as sacerdotisas.
A população da cidade de Ur doavam a décima parte da sua produção aos deuses como uma forma de gratidão, a fé contribuía para que a abundância do Universo viesse ao seu favor¹.
Baseado em dados astrológicos os sumérios cultuavam os anjos das estrelas e acreditavam que cada planeta tinha um espírito que o animava. Eles oravam diariamente em horários regulados pela posição do Sol (no nascer do Sol, ao meio dia e ao por do Sol).
Deuses: Os deuses e deusas são antropomórficos, os corpos celestiais eram associados à divindade específica da cidade-estado que escolhiam como protetor.
Os reis eram sacerdotes e serviam de interlocutores com a população. Com o passar do tempo, os deuses foram ampliando os poderes desses sacerdotes para que pudessem ter autonomia de governo, dando origem as monarquias absolutas. Esses reis adotavam em seus nomes oficiais, o nome da divindade favorita como no caso dos reis babilônicos Nabupolasar e seu filho Nabucodonosor ambos com o nome do deus Nabu nas iniciais, afirmando pertencerem a uma linhagem divina. Essa mesma formação de epítetos ocorreu no antigo Egito, no nome do faraó Ramessu, conhecido tradicionalmente como Ramsés (Ra-Moses/Ra-Ms-S) que significa "Filho do deus Rá").
Também somos deuses e que apenas precisamos explorar nosso interior deixando aflorar algo divino que já possuímos. Qualquer ser humano pode de fato torna-se um deus ou uma deusa e elevar-se por seu próprio esforço sem precisar que outras pessoas usam belas palavras, princípio morto ou dogma para dominar a sua mente.
Não permita que seus sentimentos e seus pensamentos sejam afetados por ideologias teológicas. Se você se encontra no cativeiro sendo subordinada, escravizada e deseja liberdade de pensamento, expressão procure sair fora e não manter em sintonia.
Então este é o momento, esta e à hora, coragem para abandonar as correntes que te aprisiona. Busque a sua verdade que levará ao caminho da Luz e deixe que ela venha brilhar.
Você só pode ser luz a partir do momento que conhece o seu interior, você só encontra a liberdade supremo quando está na Luz, você só pode alcançar uma consciência elevada a partir do momento que passar agir de forma racional.
Você é filho/filha do Uno, Deusa/Deus Supremo, coerdeiro de toda criação e das bênçãos dos céus. Saiba que você também é coerdeiro do título de deus por ser filho do Deus Criador (Deuteronômio 10.17,18, 21).²

Deuses que mais destacaram naquela época:

An: Senhor dos céus

Antu: Grande Deusa Mãe-Terra.

Ansar: deus da guerra dos assírios

Asarluhi: deus da cura e da magia

Enlil/Ellil/Bel: deus do vento, Senhor do destino e regente da natureza. Era o principal deus de Nippur. 

Enkimdu: deus da agricultura e protetor dos fazendeiros.

Enki/Ea-sharru: deus das águas doces, da sabedoria oculta, deus das artes e da magia.

Ereshkigal: Senhora dos oceanos e do vasto caminho.

Gestin/Geshtinanna: deusa do prazer, do vinho, da música e da fertilidade.

Gibil: deus do fogo.

Gula: deusa da arte de curar, padroeira dos médicos.

Inanna/ Ishtar/Astarte: deusa da batalha e da vitória, deusa do amor, da fertilidade, da abundância e da primavera. Símbolo: leão, touro, dragão e coruja.

Ishkhara: deusa do amor.

Ishara: deusa do casamento.

Ishkur/Ramman: deus da tempestade, do trovão e da justiça.

Nabu: deus das escritas e da sabedoria.

Nagibgal/ Nidaba/Nisaba: deusa do conhecimento, da sabedoria, da astrologia, professora divina.

Nammu: Grande Deusa-Ansiã, a avó de todos os deuses, deusa das chuvas e das águas doces.

Namtar: deus do destino.

Nannar/Nanna-sinnus/Sin: deus Lua.

Nanshe: deusa da justiça social, reveladora de sonhos.

Nebo: Deus Filho da Criação Humana.

Nergal: deus da guerra e da morte.

Ninazu: deus da magia e dos sortilégios.

Ningirin: deusa da fórmula mágica, exorcista dos deuses.

Ninhursag: deusa da montanha. Ela foi difundida como a deusa da Terra.

Ninki/Damkinna: deusa das nascentes e cachoeiras.

Nusko: deus da luz.

Shakkan: deus do rebanho.

Shullat: mensageiro divino.

Utu-Napihtim/Shamash: deus Sol.

Oferendas: Os sumérios faziam a Qutrinnu (defumação com incenso no local sagrado), ofereciam diariamente Nindabu (pão sem fermento com óleo de oliveira), espalhavam sobre o altar a Mashatu (farinha cozida espalhada) e entregava Ginu (pedaço de carne assada ou cozida), água ou cerveja aos deuses. Durante esse ritual cantavam e oravam.
A estatueta representava o deus ou a deusa invocada.                          
No dia seguinte a boca e os dedos da estatueta eram lavados, enxugavam com uma toalha especial e ofereciam um cálice de água, lindos arranjos, entoavam hinos e defumavam. A água usada no ritual de lavagem e os alimentos oferecidos aos deuses eram retirados compartilhados com rei, sacerdotisa e demais fiéis.
Acreditavam que chuva de graças vinham dos céus para todos que bebiam da água e degustavam dos alimentos abençoados.

Mulheres Divinas: As jovens do sexo feminino para tornar uma sacerdotisa passava por uma rigorosa seleção. Cabia a elas dedicação exclusiva na vida religiosa, cuidar do templo, fazer rituais sagrados, tecer, cuidar da educação dos filhos, administrar bens, ser guardiã de armazém, curar, praticar sortilégios, desvendar sonhos, ser carpideira, cantar e recitar poesias. Elas podiam ser mãe, mas não podiam casar. Todas as sacerdotisas de Inanna que eram mães eram consideradas virgens, divinas e respeitadas pelos homens. Caso a sacerdotisa optasse por um casamento tinha que sair do grupo sacerdotal e os seus bens materiais ficavam para manter o templo.
As crianças do sexo masculino desde cedo assumiam trabalho mais grosseiro como: treinar para guerra, cuidar de rebanhos, construir casas, túmulos, templos, fabricar jóias, armamentos e domesticarem os animais.


Autora: Rainna Tammy

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1-Kraus (1954:125ss) e Charpin (1986:35), comentando TS,6 proveniente da cidade de Ur e que mostra uma aplicação aproximativa da regra dos 10%; ver também Charpin (1986:110s).

2-"Deut. 10:17= Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e ....;
Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa.
21. Ele é o teu louvor e o teu Deus". Somos coerdeiros e filhos do Deus Uno. Temos o direito legal de receber o título de deus, visto que fomos criados a sua semelhança e perfeição. Somos a extensão do Divino, perfeitos em nossa essência.


Fonte de Pesquisa:

BLUVATSKY, Helena Petrovna. Hamlyn History Religioso, 1 ed./ tradução: Marta Montes. - São Paulo: Monole, 1999.

CAMPOS, Flávio de; MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História, v. único, 1 ed. - São Paulo: Escala Educacional, 2005.

COTRIM, Gilberto. História e consciência do mundo, 6 ed. - São Paulo: Saraiva, 1999.

COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e geral, v. único, 8 ed. - São Paulo: 2005.

MALAFAIA, Elizete. Bíblia da mulher vitoriosa: segredos para uma vida completa. 1 ed. - Rio de Janeiro: Gospel, 2009.

PIZZA, Waldomiro O. As religiões da humanidade, 4 ed. - São Paulo: Edições de Loyola, 2005.

REDE, Marcelo. Família e Patrimônio na Antiga Mesopotâmia [Prefácio Ciro Flamarion Cardoso] - Rio de Janeiro: MAUAD Editora, 2007.


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