sábado, 1 de outubro de 2011

Centelhas radiantes: autoperdão e perdão



Na jornada da vida nem todas as coisas aconteçam das formas que desejamos. Quando isso ocorre, não devemos desesperar e nem desanimar. Em cada acontecimento existe a causa correspondente. Se alguém não corresponde nosso sentimento, é porque não expressamos claramente; se alguém faz um julgamento errôneo a nosso respeito, é possível que tenhamos nos expressados com palavras ambíguas que causaram esse mal-entendido.
A autocrítica constante pode promover deformação permanente daquilo que nos acontece. Nada adianta recriminar, pois a recriminação não irá transformar o fracasso em êxito.
Perdoar não é esquecer, mas deixar para tras. Perdoar não se trata de absolver ou se ver obrigado a reconciliar, mas para demonstrar a sua superioridade. Quem perdoa consegue liberar a energia que está aprisionada sob forma de ressentimentos e ódios.
Todas as pessoas estão sujeitas a cometer falhas e fracassarem, mas isso não significa derrota. O fracasso nos conduz ao caminho do aperfeiçoamento, da evolução e da vitória. Os grandes filósofos e cientistas famosos cometeram inúmeras falhas nas suas experiências científicas para depois gozar da vitória. Eles souberam lidar com os conflitos através da persistência para concretização dos sonhos. O sucesso não acontece de repente, pois tudo exige tempo e preparo. Perdoar exige coragem, generosidade, amor para lidar com a situação conflituosa. Autoperdão e o perdão são necessários para o seu progresso e a sua felicidade.
Uma reflexão em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...
A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em tomo do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.
O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila.
Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.
Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, aquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.




Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza lhe o estado de inferioridade.
A coragem para alcançar os objetivos edificantes, enfrenta inimigos próximos ou distantes, disfarçados em atitudes incorretas, que parecem compatíveis, tornando-se mecanismos conflitivos e pertubadores. É necessário coragem para autoperdoar, perdoar outras pessoas, amar e ser autêntico.
O autoperdão é a capacidade de dizer adeus ao passado, é a aceitação de que o passado é uma ilusão, é apenas saber perder o que já está perdido. O autoperdão é um sim à vida que nos rodeia agora, é uma adesão ao presente, à única coisa viva que possuímos que são nossas possibilidades neste momento. Não podemos abraçar o presente, a vida, o passado e a morte ao mesmo tempo. O perdão é uma opção para a vida, o autoperdão é a paciência diante da escuridão, é o vislumbre da aurora no final da noite. O autoperdão é o sacudir da poeira, é a renovação da auto-estima e da alegria de viver, é o agradecimento por sabermos que mais importante do que termos cometido um erro é estarmos vivos, é estarmos presentes.
Segundo o psicólogo Price Pritchett o perdão tem uma ação purificadora, ajuda a limpar a mente de pensamentos desgradáveis, dolorosos e inúteis, e é capaz de nos elevar emocionalmente a um fluxo de energia positiva.
Portanto, a centelha radiante está no seu interior, basta deixar despertar e manter acessa essa luz. A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indespensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Autora: Rainna Tammy
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Fonte de Pesquisa

ANGELIS, Joanna de (Espírito). Iluminação Interior: grandes ensinamentos para o fortalecimento do espírito/psicografado por Divaldo Franco, 2 ed. São Paulo: Prestígios, 2008.

DENIZ, Melissa. Comportamento: Liberte-se da culpa. Bons Fluidos (150) p.59 - 63, setembro de 2011.

PEDRINI, Pe Alírio José. Práticas de autocura interior. 13 ed. São Paulo: Loyola, 2005.

PEDRINI, Pe Alírio José. Oração de amorização: a cura do coração. 98 ed. São Paulo: loyola, 2007.

REYO, Zulma. Morte e renascimento: a suprema alquimia / tradução: Sandra Galeotti, 5 ed. São Paulo: Ground, 1994.

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