sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Origens das Festas Natalinas


Olho que tudo vê
Por volta de 10.000 a.C., o povo antigo cultuava o Sol como Luz Sagrada.
E, é simples perceber porque disso, pois a cada manhã o Sol se levanta, trazendo visão, calor, segurança, protegendo-o da escuridão, das noites frias e do perigo noturno. Sem o Sol não haveria colheita farta, não haveria as diversidades da fauna e da flora, não poderia ver a beleza e nem as cores das flores.
O culto ao Sol se difundiu em várias regiões da África, do Oriente Médio, da Ásia e da Europa, onde celebrava a festa do Sol invisível, o dia mais longo do ano, noite mais iluminada e curta.
O povo antigo invocava o Divino Supremo, os quatro elementos-mãe da criação, a Lua, os sete principais planetas, a estrela anã branca, a estrela Sírus, a estrela Betelgeuse e outras estrelas luminosas.
O futuro do indivíduo estava nas estrelas, cada pessoa era protegida por uma estrela, cada estrela representava um deus menor e a estrela maior, o Sol representava o Espírito Supremo.
                                                                     Deus Horus                                                                 

O salvador da humanidade era considerado como o escolhido, o filho do Sol. Somente o filho da Sabedoria Suprema, poderia governar uma nação. 
O Natal  significa o nascimento do deus Sol. Essa data era muito importante para o povo antigo, por isso, a festa natalina era comemorada a partir da 00 hora com danças, cânticos, oferendas e ceia.
Na Idade Neolítica e na Idade de Bronze foram considerados pelos europeus a Era do Sol. Foram encontrados círculos de pedras em forma de raios, taças, anéis, cones de ouro e outros artefatos ritualísticos que provavelmente pertenciam aos senhores do tempo, guardião dos segredos cosmológicos.
Os arqueólogos acreditavam que aquele local era sagrado porque sacerdotes faziam observações das estrelas e cultuavam o Deus Sol.

Deus Mithra - Persa - Museu Britânico

Na Idade Neolítica, o planeta Terra já havia diversas civilizações espalhadas no mundo com a sua cultura desenvolvida e o Sol era cultuado por todos os povos.
Os deuses conhecidos como filhos do Sol receberam diversos títulos: na Suméria, o Sol recebeu o nome de Utu; na Babilônia Shamash; no Egipte de Horus, Atun-Rá, Amon-Rá; na Grécia Apollo; Roma  Helius; Fenícia Baal; na Pérsa era Mithra¹ e para os hebreus, o filho do Sol recebeu o nome de Yeshua (Jesus).
Em Cusco, o Espírito Supremo Coricancha, criador do deus Inti eram cultuados com muito respeito em todo o império dos incas.
Depois de muitos anos surgiu o personagem do papai Noel, inspirado no mago Melchior da cidade de Ur, que juntamente com o mago-mouro Baltasar e mago-hircaniano Gaspar levavam alegria, presentes as famílias. Foram estes reis relatados na bíblia que visitaram Yeshua, o descendente do rei-sacerdote David.

                                            Os três Magos: Melchior, Baltasar e Gaspar

Yeshua sempre foi uma pessoa humilde².  Ele fazia parte da linhagem de rei- sacerdote por isso foi visitados por reis, recebeu vários presentes e ficou conhecido como filho do Sol, o verdadeiro herdeiro do trono real.
Porém, ele estava ciente que era cooerdeiro de grande patrimônios e outras espécies de riquezas. Mas, a riqueza maior que ele pregava era o amor, a humildade e a generosidade.   
A profecia dizia que Yeshua governaria com sabedoria, o seu reino seria marcado por grandes mudanças social, política e econômica. A final ele era a luz radiante, luz do mundo que veio salvar o seu povo. Por causa dessa profecia é que os cristãos esperam pelo retorno de Jesus na Terra para assumir o trono e reinar por mil anos³.
Na antiguidade era tradição doar presentes no dia do rei-Sol como prova de grande afeto, fazer oferendas para o deus Sol para agradá-lo, demonstrar respeito, confiança e amor era uma devoção popular.
As famílias reuniam para homenagear o nascimento do Sol com muita festa e alegria.
Costumava enfeitar seus lares com árvores, decorar com bolas dourada e prata, símbolos  de uma vida farta na Terra, pois o Sol e a Lua estavam presentes na vida das pessoas em todas as comemoraçõs ritualísticas.
Uma estrela dourada era colocada na ponta da árvore para representar a deusa do amor, da fecundidade e da fertilidade; desenhava figura do Sol nas paredes para representar o Divino Supremo, o Pai das luzes reinando.
Na Europa, a população ia para a floresta e tirava uma árvore-morta com vários galhos para decorá-la. A árvore simbolizava energia, resistência e colocava no centro da cidade, onde um casal de jovem enfeita essa árvore com fitas simbolizando união, bolas prateadas representavam a Lua e bolas douradas representavam o Sol, disto surgiram a Árvore de Natal.
Os europeus costumavam pegar a fita que envolvia a árvore, mediam a cabeça com a fita, amarravam na perna direita e ficavam do dia 24 a 25, pois acreditavam que herdaria vida longa, muita energia e uma vida farta. Também costumavam colocar guirlandas nas portas, fazer pedidos e agradecimentos ao Sol.

                                                                Árvore de natal

Para os cristãos, a árvore de natal simboliza vida; as estrelas representam um cometa com quatro pontas e uma cauda luminosa que simboliza as quatro direções da Terra (Sul, Norte, Oeste, Leste) e a cauda representa o encontro com Deus; A coroa do advento simboliza o mundo e o tempo; as bolas coloridas simbolizam os frutos das boas ações; o sino simboliza invocação do mestre Jesus; os anjos simbolizam presenças do invisível, mensageiros das Boas-Nova; as velas vermelhas simbolizam Jesus, o Fogo Vivo; os pastores simbolizam a vinda de Jesus para salvar os que encontram no abismo e curar os doentes do espírito; o arranjo seco significa "tudo que é matéria perece e acaba"; os presentes simbolizam as bênçãos dos céus “É doando que se recebe” e a ceia de natal lembra a última refeição com seus discípulos.
Quem idealizou e montou o primeiro presépio cristão para homenagear a vinda do menino Jesus foi Francisco de Asis, no século XIII.
O bispo Nicholau da Diocese de Mira, que nasceu na Turquia em 271 d.C. na província de Lícia, na Ásia Menor, hoje as religiões cristãs se inspiraram nas tradições antigas e aproveitaram dessa data importante para demonstrar ao povo a importância de cultivar o amor,  manter a fraternidade, de fazer uma pessoa feliz praticando gesto simples de doar algo e fazê-la sorrir.
O bispo Nicholau era um homem de bom coração que gostava de ajudar todas pessoas necessitadas, fazia as contribuições sociais, deixando presentes nas portas das casas ou penduradas nas árvores. Ele fazia isso sempre nas madrugadas de 24 de dezembro. Esse bispo tornou tão popular, que após a morte em 342, aos 71 anos de idade, a igreja romana canalizou como santo.
Seus restos mortais foram levados para a cidade de Bari, na Italy, onde foi construído um santuário em sua homenagem, grande número de pessoas que visitava recebiam milagres do bispo e muitos diziam que naquele local exala perfume e energia de paz interior.
A igreja romana homenageia o santo, no dia 06 de dezembro. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu no país Deutschland e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo.
Nos United States of America ganhou o nome de St Nicholas, father of the poor; na Deutschland ficou conhecido como o Sonnengot; no Brasil de Papai Noel, em Portugal de Pai Natal e para o povo germany ficou conhecido como santo Claus.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura.
Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom ancião. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.
Esses costumes foram trazidos para o Brasil com a chegada dos jesuítas franciscano e permanece até hoje.
Para que o natal, o ano novo tornassem mais alegre e fantástico os nórdicos criaram uma brincadeira que ficou conhecido como amigo secreto, amigo oculto, amigo X, ou também amigo invisível. Essa brincadeira de trocar presentes era realizado entre família, colegas e amigos. Essa tradição de doar presente no natal e no ano novo espalhou no mundo todo e, está presente em todas as culturas.
A brincadeira se popularizou no ano de 1929 e outros nomes recebeu como no Brasil acontece troca de bombons o famoso amigo chocreto, amigo de chocolate, amigo chôco, amigolate, ou amigo doce. Há outra brincadeira conhecida como a amiga caneca, comum no começo do ano, no qual cada um dá uma caneca que lembre a pessoa sorteada. Também existe a famosa brincadeira conhecida como amigo da onça realizado nas empresas entre os colegas de trabalho. Nessa brincadeira, a pessoa sorteada irá receber um presente que ela não gosta ou sem utilidade.
Na China estipula-se um valor para o presente e cada participante compra um presente, sempre tendo em mente que ele pode vir a ficar com o presente ao final. O presente deve estar embrulhado de forma a impedir que os participantes saibam o conteúdo da embalagem. Para iniciar o jogo sorteiam-se números para cada um dos participantes. Por exemplo, se 17 pessoas estiverem participando, números de 1 a 17 serão distribuídos para os participantes. Aquele que sortear o número 1 será o primeiro a pegar algum dos presentes. O número 2 terá o direito de pegar o presente da mesa ou "furtar" o presente do número 1. Caso isso aconteça, o primeiro terá o direito de escolher outro presente da mesa. E assim vai seguindo: o terceiro pode escolher o presente do primeiro ou do segundo ou o da mesa. O jogo termina quando o último número (nesse caso, o 17) escolhe o presente da mesa ou, se preferir furtar de alguns dos participantes, escolhe o presente de qualquer um dos números. Nesse caso, o último azarado será obrigado a pegar o presente da mesa, não importa qual for. Uma regra importante: cada pessoa poderá trocar o presente somente uma vez.
Os ingleses chamam de Secret Santa, os alemães chamam de Wichteln, os espanhóis chamam de amigo invisible  e os brasileiros chamam de amigo secreto.
Nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro, originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstícios de inverno (natalis invicti Solis). Nesse dia especial, 06 - 07/01 há troca de presentes, cartões natalinas, músicas, danças e a grande ceia acontecia à meia noite. Para esses povos o dia 25 de dezembro é um dia como outros.
As igrejas cristãs realizam cultos, missas para falar sobre o nascimento de Jesus e comemorar o banquete espiritual. Após as cerimônias religiosas as famílias vão comemorar o natal e  exibir as suas decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas, guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças e adultos irá distribuir presentes.

                                                                     Papai Noel

Mensagem: Natal é...


Natal é muito mais que enfeites, presentes, festas, luzes e comemorações...

Natal quer dizer nascimento, vida, crescimento...

E o Natal de Jesus tem um significado muito especial para o Mundo.

Geralmente não se comemora o nascimento de alguém que morreu há mais de dois milênios, a menos que esse nascimento tenha algo a nos ensinar.

Assim pensando, o Natal de Jesus deve ser meditado todos os dias, e vivido da melhor maneira possível.

Se assim é, devemos convir que Natal é muito mais do que preencher um cheque e fazer uma doação a alguém que necessita dessa ajuda.

É muito mais do que comprar uma cesta básica e entregar a uma família pobre...

É muito mais que a troca de presentes, tão costumeira nessa época.

É muito mais que reunir a família e cantar.

É muito mais que promover o jantar da empresa e reunir patrões e empregados em torno da mesma mesa.

A verdadeira comemoração do Natal de Jesus é a vivência de seus ensinos no dia a dia.

É olhar nos olhos daqueles que convivem conosco e buscar entender, perdoar, envolver com carinho esses seres humanos que trilham a mesma estrada que nós.

É se deter diante de uma criança e prestar atenção no que os seus olhos dizem sem palavras...

É sentir compaixão do mais perverso criminoso, entendendo que ele é nosso irmão e que se faz violento porque desconhece a paz.

É preservar e respeitar a natureza que Deus nos concede, como meio de progresso, e fazer esforços reais para construir um mundo melhor.

O Natal é para ser vivido nos momentos em que tudo parece sucumbir...

Nas horas de enfermidades, nas horas em que somos traídos, que alguém nos calunia, que os amigos nos abandonam...

Tudo isso pode parecer estranho e você até pode pensar que essas coisas não têm nada a ver com o Natal.

No entanto, Jesus só veio à Terra para nos ensinar a viver, e não para ser lembrado de ano em ano, com práticas que não refletem maturidade, nem desejo sincero de aprender com essa Estrela de primeira grandeza...

Ele viveu o amor a Deus e ao próximo...

Ele viveu o perdão...

Sofreu calúnias, abandono dos amigos, traição, injustiças variadas...

Dedicou Suas horas às almas sedentas de amor e conhecimento, não importando se eram ricos ou pobres, justos ou injustos, poderosos ou sem prestígio nenhum.

Sua vida foi o maior exemplo de grandeza e sabedoria.

Por ser sábio, Jesus jamais estabeleceu qualquer diferença entre os povos, não criou nenhum templo religioso, não instituiu rituais nem recomendou práticas exteriores para adorar a Deus ou como condição para conquistar a felicidade.

Ele falava das verdades que bem conhecia, das muitas moradas da Casa do Pai, da necessidade de adorar a Deus em Espírito e Verdade, e não aqui ou ali, desta ou daquela forma.

Falou que o Reino dos Céus não tem aparências exteriores, e não é um lugar a que chegaremos um dia, mas está na intimidade do ser, para ser conquistado na vivência diária.

E é esse reino de felicidade que precisa ser buscado, aprendido e vivido nos mínimos detalhes, em todos os minutos de nossa curta existência...

Bem, Natal é tudo isso...

É vida, e vida abundante...

É caminho e verdade...

É a porta...

É o Bom Pastor...


É o Mestre...



É o maior Amigo de todos nós.

Pense em tudo isso, e busque viver bem este Natal...

Redação do Momento Espírita

Autor: Emmanuel (espírito)

  
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1- Mithra: Cujo nome significa, em Sânscrito Amigo; em Persa, o mesmo nome quer dizer Contrato. Trata-se de um Deus luminoso, puro, combativo, que leva o ser humano ao conhecimento, discernimento e obter uma consciência racional. O ser humano atinge a perfeição de forma natural. A experiência de erros e fracassos da vida o ser humano chega ao caminho da Luz. 
O culto ao deus Sol Mithra difundiu-se, no Ocidente, com o do Sol Invictus, ou Sol Invencível. A religião Antiga do Persa cultua Mithra como filho do deus Sol no dia 25 de dezembro e consagrou o domingo como dia do deus Sol.
Portanto, Mithra era o mediador do Deus Sol na Terra. No calendário gregoriano homenageia o primeiro dia da semana "Domingo" como um dia sagrado ao Senhor, o deus Sol.



2- Humildade não significa inferioridade, nem pobreza material ou família que vive a baixo da linha de pobreza. As pessoas que pensam que Yeshua era pobre estão equivocadas. Jesus era um deus-homem nobre que veio ensinar os rudimentos de uma ciência cósmica e evolutiva. Ele era sábio, carismático, autêntico, coerente, tolerante, generoso, solidário, compassivo perante o sofrimento humano e foi a personificação do amor.


3- Apocalipse 20.4,6: "Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos.
Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele durante mil anos". Os cristãos que dizem seguir o mandamento de Jesus: amar o próximo como assim mesmo, inclusive os inimigos aguarda a vinda de um Jesus ditador que irá punir os deixaram de obedecer a bíblia inclusive os mortos e, serão mandados para o inferno. Enquanto, os que ficaram na terra sofrerão tribulações. Mas os mortos em Cristo ressucitaram primeiro, a igreja será arrebatada para o céu. Depois Jesus voltará com os seus e reinará durante mil anos.

Autora: Rainna Tammy


Fonte de Pesquisa


DOMINI, Graziela; SAMPAIO, Ian. Papai Noel existe, mamãe? p. 13 - 32.


Emmanuel - Ação e Caminho – Chico Xavier http://www.espiritananet/mensagem/natal Acesso 22/12/2011.


GOIS, João de Deus. Religiosidade popular: pesquisa. São Paulo: Loyola, 2004.


RAMPAZZO, Lino. Antropologia, religiões e valores cristãos. 3 ed. - São Paulo: Loyola, 2004, p. 99 - 103.


TILGHMAN, B. R. Introdução à filosofia da religião. São Paulo: Loyola, 1996.