terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pedra Filosofal


No período Eolítico o Homo rudolfensis (1) viviam isolados, alimentavam de insetos, mel, frutas e raízes comestíveis, abrigavam em lugares seguros próximo de água, viviam nus, usavam pedras e galhos de árvore para espantar os pedradores, abrigavam entre as fendas das pedras. Não foi encontrado até o momento nenhum fóssil humano para um estudo mais profundo.
No período Paleolítico Inferior o Homo habilis (2) na Áfrika (3) andavam em grupos, viviam nus, dormiam nas cavernas, alimentavam de frutos silvestres, raízes comestíveis, mel, usavam pedras e pedaços de madeira para matarpequenos animais e para espantar os predadores. Os galhos de árvores após serem afiadas as pontas nas pedras ásperas ganhavam forma de lança, armas usadas para caçar animais de pequeno porte. Esfregando um pedaço de madeira seca com outra puderam perceber que esquentava e saia pequena fumaça. Foi através dessas técnicas rudimentares que o homem dominou o fogo. A partir desta conquista o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício. O domínio da primeira fonte de energia contribuiu para a sua sobrevivência.



A utilização do fogo pôde manter aquecido, assar suas caças e raízes comestíveis, espantar animais ferozes e iluminar a caverna com várias tochas para que pudessem permanecer bem protegido e mais tempo no local.
O convívio à volta da fogueira teria conduzido a um forte sentimento de união entre os elementos do grupo, contribuindo para o desenvolvimento da própria linguagem e a gustação de alimentos variados assados proporcionou uma maior resistência às doenças e à morte, o que contribuiu para um aumento populacional.
Naquela época o pensamento estava voltado para o interesse de imediato, vencer desafios, conseguir alimento diário, produzir artefatos de pedra, osso, madeira, manter acesa a fogueira e procriarem. Mas a própria necessidade para sobreviver fez com que despertassem sua inteligência para criação de técnicas.
No período Paleolítico Médio o Homo Ergaster (4) era habilidoso, nômade, usavam roupas de fibras e folhas de palmeiras, peles de animais, posuiam técnicas mais avançadas na fabricação de armamento de pedras, madeira e ossos, fabricavam artefatos de argilas, faziam uso das ervas medicinais, sepultavam os seus entes queridos, cultuava os elementos da natureza.
As fêmeas eram responsáveis de zelarem e protegerem seus filhos, mas o instinto de mãe levava a amamentar filhotes de animais órfãos e criá-los. Portanto, foram as mulheres responsáveis pelas domesticações de animais de pequeno porte na época.
Foi à primeira espécie humana a colonizar ambientes quentes e áridos na Áfrika, o que pode explicar parcialmente porque o menino de Turkana tinha a formação semelhante à de um habitante da Áfrika equatorial do leste, com corpo magro e membros longos, de modo a ser efeciente na dissipação de calor, tal como se observa com os atuais povos Massai.
No período Paleolítico Superior o Homo Erectus (5) torna seminômades, construiam pequenas cabanas, plantios de algumas sementes domesticavam animais de portes menores, faziam utensílios de argilas, dividiam trabalho de acordo com sexo, os armamentos estão mais aperfeiçoados e polidos, faziam desenhos entalhados e pinturas nas rochas, nas cavernas relatando a sua história e a cultura da época.
Mesolítico foi um período de transição, o Homo Heidelbergenis (6) surgiu há mais de 500.000 anos e perdurou, pelo menos, até cerca de 250.000 anos, época Pleistoceno. Recebeu este nome pelo fato dos primeiros fósseis descobertos terem sido encontrados próximo à Heidelberg, na Alemanha. Esses hominídeos tinham estatura alta, eram fortes, caçadores, pescadores e moravam em aldeias, desenvolveram a agricultura comunitária, criaram os primeiros clãs, cultuavam a Deusa-Mãe e a natureza. As mulheres cuidavam da família, faziam artesanatos, coletavam as frutas, raizes e grãos comestíveis, faziam oferendas, colhiam ervas secas aromatizadas para defumar, pintavam seu corpo com produtos naturais e dançavam. Os homens eram encarregados de fazerem arpões e anzóis de ossos, armamentos, armadilhas para capturar animais, preparavam o solo para o cultivo queimamando a vegetação do local e plantavam, faziam canoas, pilões de pedra, instrumentos musicais, domesticavam animais de grande porte etc.


A mulher tinha um papel fundamental na comunidade por ser representante da Deusa-Mãe pelo que o sangue menstrual detinha um forte valor ritual, por gerar vidas no seu ventre tornava divina e superior ao homem.
O Homo heidelbergensis viveu na Áfrika, Europa, Ásia e Oceania.
Idade Neolítica o Homo neatherthalensis foi encontradas também na Europa e na Ásia várias civilizações isoladas. Os homens europeus tinham estatura entre 165 – 170m, pele clara, cabelos ruivos, eram musculosos, tinham nariz curto, largo e volumoso. Provavelmente viveu nos lugares frios, mas tarde dissimulou para a Eurásia.
Conquistou grande avanço na agricultura, na pecuária, destacou na criação de técnica de cultivo agrícola e com o avanço na agricultura familiar pode trocar seus produtos excedentes com outras aldeias, construíram diques, trabalho servil e criou vila.
Graças aos recursos vegetais, a Mãe-Terra pode suprir as necessidades de uma população cuja densidade não cessou de aumentar. No plano de ocupação humana, essas diversidades do ecossistema foram importantes na medida em que eles asseguravam a subsistência da caça, forneciam frutos, raízes comestíveis, bem como materiais para fabricação de utensílios, vestimenta, abrigos, e, finalmente ofereciam cultígenos possíveis de aclimatação e transformação em culturas agrícolas.


As comunidades baseavam-se nos laços de parentesco, na intimidade dos usos e costumes, na cooperação e no consentimento dos membros do grupo. A mulher viúva ficava sob os cuidados do parente mais próximo do marido, tornando esposa ou concumbina. Nesse caso o parente mais próximo do marido era obrigado assumir a mulher, os filhos, as dívidas e outras heranças caso tivesse deixado.
Na idade Neolítica o planeta Terra já havia diversas civilizações espalhadas nos quatro cantos do mundo com a sua cultura desenvolvida.

 
Idade dos Metais o Homo sapiens considerado moderno destacou na industrialização artesanal, na exploração do solo e subsolo em busca de metais, fabricação de armamentos sofisticados, construções de novas moradias, na arte de fabricar jóias, na arquitetura.
No campo houve avanço no cultivo agrícola, na produção de grãos, plantação de oliveiras, tamareiras, algodoeiros e na criação de rabanho.
Com a descoberta do cobre o homem começa fundir o metal e transformá-los em diversos produtos como lanças, espadas, escudos, panelas, vasos, facas, facões, foices, enxadas, machados, estatuetas, pregos, agulhas, anzóis etc.
A exploração dos metais continua e o homem descobre o estanho e o ferro. O homem fundiu o cobre com estanho e consegue obter o bronze, metal mais duro que o cobre. A exploração dos metais, da industrialização artesanal e a da metalúrgica trouxeram grande avanço tecnológico, aparecimento das classes sociais e da produção mercantil. Mas o trabalho árduo que os seres humanos faziam com que a expectativa média de vida fosse de 20 a 25 anos de idade, as meminas casavam entre 12 e 13 anos idade, os meninos na faixa de 15 e 16 anos de idade, tinham filhos cedo e morriam precocemente.
A crise e a decadência foram fatores que contribuiram para aprimoramento e superação do homem dentro do contexto histórico.
Portanto, o ser humano sempre foi integrante da natureza e evoluiu gradativamente. No período Paleolítico o ser humano era como uma pedra bruta que foi lapidando naturalmente até atingir o avanço do seu progresso de psiquico, psicológico e espiritual. Esse processo de transformação é contínuo, o ser humano está sempre descobrindo e aprendo. 
Os desafios do dia a dia, as experiências, a sabedoria e o conhecimento contribuem para a nossa evolução espiritual e psíquica. Os desafios são responsáveis pelo nosso progresso.
A crise, os obstáculos e desafios deve ser visto como oportunidades. Tudo na natureza se transforma e evolui. O ser humano precisa acreditar no seu potencial e aproveitar todas as oportunidades que bater nas suas portas.
Os alquimistas conseguiram desvendar o mistério que tudo se transforma, que o chumbo podia ser transformado num lindo metal de ouro e que a pedra bruta poderia ser limpa e lapidada para ser ganhar brilho, beleza e valor comercial. 
À medida que você se eleva em seu amor, a vida se torna cada vez mais significativa. A vida existe no viver de forma consciente e livre.
Nenhum ser humano se transformar da noite para o dia, a mudança ocorre interiormente de forma lenta. Mas o elixir capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida por tempo indeterminado está no seu interior.
A mudança repentina é como vedar os olhos e caminhar como cego. Mas há um momento que a veda precisa ser retirado para que você possa ver a luz e verá que manteve encarcerado no mundo da ilusão.


Pessoas que buscam soluções ilusórias, fantasias imaginárias, vícios, manias, dogmas e palavras mortas para se enconderem poderá estar autopunindo. Nesse caso sua vida será de pesar, dor e angústia, e por fim será derrotado.


Então é impossível conhecer a vontade da existência, mas certamente é possível transformar-se em um com a existência. E se esse for o caso, então a vontade de uma pessoa desaparecerá e apenas a vontade da existência permanecerá.
Procure preocupar consigo mesmo, amar-te, respeitá-lo, mude o seu eu naturalmente, não permita que as pessoas te domine e escravize. Saiba que você consegue superar e vencer qualquer obstáculo ou qualquer tempestade basta levantar a cabeça, acreditar no seu potencial, determinar e colocar em ação o que você planejou para ocorra essa transformação. Religião não muda ninguém e nem te fará um santo. A mudança só você pode fazer acontecer, ninguém pode devolver a paz, a alegria e a felicidade porque tudo isso encontra no seu interior e precisa reavivar.
A final, inovar é lapidar o seu ego, seu coração, seu pensamento, selecionar seus relacionamentos para que você possa ter alegria, paz e prospere plenamente.
No silêncio interno encontrarão caminhos e respostas. É de dentro do âmago do ser humano que vem questões e respostas para os seus conflitos, suas dúvidas, suas incertezas. Quanto mais ligado a essência interior, mais verdadeiras se fazem as respostas...
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1 Homo rudolfensis é uma espécie humana fóssil descoberta em 1972 por Bernard Ngeneo, membro da equipe do antropólogo Richard Leakey e da zoóloga Meave Leakey, em Koobi Fora, lado leste do Lago Rudolf (atualmente Lago Turkana), no Kenia. Sua idade é estimada em 1,9 milhões de anos.

2 Homo habilis é uma espécie de hominídeo que viveu no princípio do Plistocénico (1,5 a 2 milhões de anos). Os primeiros fósseis de Homo habilis foram descobertos na Suazilândia em 1964 por Louis Leakey e sua equipe.
Áfrika: idioma africâner; África no idioma português brasileiro. A Áfrika é considerado pelos arqueólogos como primeiro continente do mundo, o berço da inteligência humana. O marco da Pedra Filosofal foi na Áfrika.
Após a invasão dos paises imperealistas o Continente foi dividido em cinco grupos, que são a África  Setentrional ou do Norte, a África Ocidental, a África Central, a África Oriental e a África Meridional. A segunda regionalização desse continente, que vem sendo muito utilizada, usa critérios étnicos e culturais (religião e etnias predominantes em cada região), é dividida em dois grandes grupos, a África Setentrional formado pelos oito países da África do Norte, mais a Mauritânia e o Saara Ocidental, e a África Subsaariana formada pelos outros 44 países do continente.
Cinco dos países de África foram colônias portuguesas e usam o português africano como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe; em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe são ainda falados crioulos de base portuguesa.
A  África vem a ser o resultado de anos de ocupação e influência das mais diversas culturas do mundo que remodelaram e transformaram seu continente num espaço diversificado e muitas vezes carente de recursos econômicos, por outro lado, suas belezas naturais são únicas e, por enquanto, estão permanentes em todo seu território.

4 Homo ergaster é uma espécie de hominídeo descrita a partir de restos fossilizados encontrados em Swartkrans, na África do Sul, com uma idade estimada entre 1.8 e 1.0 milhões de anos. Foram os primeiros hominídeos a deixarem a Afrika e migrar para o Oriente Médio.

Homo erectus é uma espécie extinta de hominídeo que viveu entre 1,8 milhões de anos e 300.000 anos atrás.
Homo heidelbergensis é um hominídeo extinto que surgiu há mais de 500.000 anos e perdurou, pelo menos, até cerca de 250 000 anos.


Fonte de Pesquisa


GWINEVERE, Rain. Confissões de uma bruxa Teen: a arte da bruxaria para jovens iniciantes p. 53.

LEAKEY, Richard. A origem da espécie humana, p. 13.

Ki- Zerbo História geral da África, v. 1, p. 371 – 374.


STUCRAD, Kocku Von. História da astrologia: da antiguidade aos nossos dias p. 37 – 44.


KLEIN, Richard G.; BLAKE, Edegar Despertar da cultura, p. 83 – 88, 91 - 92.


História Geral da África: metodologia e pré-história da África, v. I, p. 48, 49.


Autora: Rainna Tammy

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