segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Neurobiologia da Cleptomania


M.E.C., uma jovem estudante, esbelta, atraente aos 11 anos de idade iniciou furtar pequenos objetos da sua casa, das amiguinhas, dos coleguinhas da escola e o prazer de realizar o furto foi aumentando dia a dia. Era algo incontrolável, bastava ver o objeto que chamasse atenção, o seu ID determinava e, ela obedecia ao comando.
Certo dia, os pais de M.E.C. foram convocados a comparecer na coordenação da escola.
A coordenadora pedagógica disse:
- Senhores pais convoquei para saber mais sobre M.E.C. e conhecer melhor a família. M.E.C. é uma aluna assídua, suas notas são as melhores da sala, muito educada, afinal é uma jovem prendada. Mas os professores disseram que ultimamente M.E.C. tem estado nervosa na sala e briga com colegas por qualquer motivo. Disse a coordenadora.
- A final o que é que acontecendo com M.E.C.? Ela está namoricando na escola? Os pais indagaram.
- M.E.C. precisa de ajuda e precisamos estar unidos para ajudá-la. Disse a coordenadora pedagógica.
- Como assim? Disse o pai.
- M.E.C. está com transtorno psicológico, e precisa passar por um tratamento com um especialista urgentemente.
- Acontece pai, que tem havido alguns furtos na sala e todas às vezes encontramos o objeto na mochila dela. Já conversei com ela na minha sala, ela chora e jura que alguém fez isso para prejudicá-la. Mas em outro momento que aconteceu outro sumiço de objeto da sala, ela voluntariamente veio até a minha sala e devolveu o celular que estava guardado na sua peça íntima. M.E.C. me disse que tinha acontecido de novo e começou a chorar.
Naquele momento prometi ajudá-la.
O transtorno obsessivo, compulsivo (TOC) é uma doença e a sua filha precisa da minha ajuda, da ajuda da família, dos colegas da escola, dos amigos e de um especialista.
-Eu não posso confirmar que a Cleptomania é genética, mas posso afirmar que há tratamento, os pacientes melhoram e têm remissão completa dos sintomas. Disse a coordenadora pedagógica.
Um cleptomaníaco pratica furtos sem intenção de lucro financeiro. Seus desejos são inconscientes, age por impulso, por prazer momentâneo e alívio.
Geralmente, o comportamento furtivo de um cleptomaníaco ocorre associado com outro transtorno psicológico, como compulsão, obsessão, ansiedade, depressão, transtorno de personalidade e humor.
Um cleptomaníaco jamais rouba, apenas furta.
Se você conhece alguém que sofre de transtorno psicológico ajude-o, encaminhe para um psiquiatra, um psicólogo para que possa receber tratamento.
M.E.C., fez tratamento terapêutico, yoga e florais de Bach associado com tratamento convencional esse método contribuiu para a melhora  e a remissão completa do sintoma. M.E.C., afirma que foi curada, a mais de 10 anos que o sintoma desapareceu por completo, ela sente liberta. 

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Furto: O furto ocorre quando o autor se apropria de um objeto, ou valor financeiro de terceiro; pegam escondido por impulso sem intenção de lucro financeiro, nunca age com violência.

Roubo: O autor age com violência física e psicológica contra suas vítimas, apropria de objetos alheio com objetivo de obter ganhos financeiros. O criminoso costuma matar suas vítimas quando reage um roubo.

 Autora: Rainna Tammy


Fonte pesquisa:

Psiquiatra para estudante de Medicina/Alfredo Cataldo Neto, Dr; Gabriel José Chittó Gauer, Dr; Nina Rosa Furtado, MS [orgs] – Porto Alegre: Edipucrs, 2003.


Saúde mental, crime e justiça/Cláudio Cohem, Flávio Carvalho Ferraz, Marco Segre [orgs]. -  2 ed. rev. e atual. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006 (Coleção Faculdade de Medicina da USP; v. 3).


TANAKA, Tatiana. Desmistificando a síndrome do pânico, depressão e principais fobias: entenda estes males podem entrar em sua vida e saiba como evita-los. – São Paulo: Universo dos Livros, 2006.